segunda-feira, outubro 18, 2021
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Sete jogos, sete vitórias: Benfica aperaltou-se, mostra classe e já aponta a novos máximos

Jorge Jesus até tem novo recorde pessoal

Quem o viu e quem o vê. O Benfica desconcertado de Jorge Jesus deambulava na última temporada por entre expectativas e fracassos, à procura de um vazio que só vitórias – e claro, títulos – preencheriam. Mas esse Benfica aperaltou-se: hoje é um senhor de fato e gravata que enfrenta qualquer encontro com classe. Nem que para isso seja testemunha de puxões de orelhas o exigências como tão bem se viu em Guimarães. Não perde, todavia, a postura e este é já o melhor arranque do técnico amadorense, que tinha em seis vitórias, em 2017/18 e do lado de lá da 2ª circular, a sua melhor cara.

Um gostinho especial por Guimarães

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As águias assaltaram o castelo e de lá voltaram com tesouro – que é como quem diz, com os três pontos, e com sétima vitória em sete jogos. Mas, apesar das dificuldades que todos lhe reconhecerão, Guimarães é já um bom augúrio para os encarnados, que por lá vencem há sete temporadas consecutivas. A última vez que escorregou diante do V. Guimarães foi em maio de 2015, nessa 33ª jornada que lhe registou um empate a zeros.

Cada jogo tem uma história diferente mas certo é que a equipa lisboeta quis regressar à capital com o mesmo desfecho para contar. Com Rafa a ‘bailar’ como do costume, o Benfica embalou para uma primeira parte que se revelaria parcialmente tranquila – ainda que tenha visto quase sempre a equipa da casa bastante matreira. Os dois golos de Yaremchuk antes do intervalo colocavam os visitantes tranquilos e um outro tento de João Mário (73′) quase sentenciava a partida. Mas de ‘quases’ não reza a história e Bruno Duarte ainda iria reduzir (78′), ainda que a vitória para os vimaranenses já soasse a um verdadeiro milagre. 3-1 e mais três pontos na bagagem.

De Moreira de Cónegos à Luz: cada voltinha, cada vitória

O Benfica apanhou-lhe cedo o gosto. Pode até não ter ‘pegado’ de forma tão arrebatadora, mas a equipa de Jesus entrou com o pé direito para a Liga Bwin com um triunfo em Moreira de Cónegos. Depois de um início eletrizante, que veria Lucas Veríssimo e o agora jogador do Wolfsburgo Waldschmidt marcarem cedo, aos 8′ e 19′ respetivamente, com resposta de Rafael Martins, à passagem da meia hora, o resultado esteve em aberto até final. Certo é que foi mesmo o Benfica que sorriu no final. Começava ali, também, uma caminhada até agora sem tropeções.

Com a adrenalina da Liga dos Campeões pelo meio, os encarnados somaram vitória atrás de vitória – com a qualidade de uns a evidenciar-se, como são casos Rafa ou Veríssimo, e com a de outros a dar uma sacudidela nos fantasmas, como o tem feito Darwin. Seguiu-se um triunfo na Luz, olhos nos olhos com o Arouca (2-0); outro em Barcelos, com o Gil Vicente (2-0); mais uma vitória com o Tondela (2-1); uma goleada nos Açores, onde dominou o Santa Clara a seu bel-prazer (5-0); e mais uma em pleno estádio da Luz, frente a frente com o Boavista (3-1). Agora, e depois de um Barcelona para a prova milionária, tem pela frente o Portimonense.

Eles andam aí

Andam dois homens perigosos à solta. Ninguém marca mais no campeonato do que Luis Díaz, que também anda desenfreado e já apontou cinco golos, mas tanto Yaremchuk como Darwin serão duas dores de cabeça para qualquer defesa – e ambos precisaram de somente cinco partidas para apontarem quatro golos cada um, contrariamente ao colombiano, que alinhou em sete.

O ucraniano é o resultado de um namoro de verão. Roman foi outro nome da moda no Euro’2020 e acabou por rumar ao Benfica pelo troco de 17 milhões de euros e depois de ter marcado 23 golos pelo Gent. A verdade é que também por Portugal as coisas têm corrido bem e, para além dos quatro tentos certeiros, fez até duas assistências.

Também Darwin parece outro. Não foi propriamente barato, sendo que até foi bastante rotulado pelos ‘seus’ 24M€ , e parece não ter dado com a tecla no Benfica da última campanha. Ficou-se pelos 14 golos e… 11 assistências, mas a manter a toada, e não vá atrapalhá-lo alguma maldita lesão como em maio, tem agora tudo para elevar os registos – e, a par, tem também consigo um Benfica de cara lavada.

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